“É A UNIVERSIDADE, ESTÚPIDO!”
Os membros do Departamento de Sociologia da Educação da Universidade do Minho são pessoas graves. Aposto até que, como no poema de Fernando Lemos, vão para a Universidade de ambulância para que ninguém duvide da sua gravidade. Por isso, com eles não se brinca. Nem com eles nem com os “nossos governantes e a Igreja”. Daí que, segundo os jornais, tenham obrigado um professor a fechar os seus blogues, onde (coisa “desprestigiante” para a imagem, ou lá o que é, do prussiano Departamento) se publicavam sátiras e críticas. O professor terá ainda sido “aconselhado” a não aparecer em “iniciativas ligadas ao humor”, o que teve que acatar pois é contratado a prazo e tem, como diz, que “pensar na família”. No tal Departamento desconhece-se que o humor é uma forma de lucidez e lê-se, pelos vistos, pouco. Pelo menos não se lê Jankelevich (“le humour est la chose la plus sérieuse du monde”). Censura? Não, explica o venerável director do venerável Departamento, já que o visado fechou os blogues “de livre vontade”. Eu, que sou do tempo das Comissões de Censura, posso testemunhar que também nesse venerável tempo os “conselhos” dos censores eram aceites de livre vontade, quanto mais não fosse porque jornalistas e escritores (e humoristas) tinham igualmente família.
[...] pp.2):http://www.meiahora.pt/docs/185/mh158-lisboa.pdf Manuel António Pina (JN):http://unibomber.wordpress.com/2008/03/01/e-a-universidade-estupido/ Uma noticia que saiu no Público (O Público publicou mesmo várias noticias [...]
O que eu acho estúpido é fazer-se notícias e mais ainda juízos, com verdades absolutas e unilaterais.
É possível ainda em Portugal e em jornais de referência como o Público, citar pessoas e instituições sem as ouvir, e sem referir que esse esforço foi feito.
É possível publicar notícias sem rigor jornalístico como é evidente neste artigo, ao afirmar que o Daniel escreveu dois capítulos e outros ‘materiais’, quando bastaria a consulta ao seu próprio blogue, para verificar que o Daniel afirma só ter escrito apenas um, sem referência aos ditos ‘materiais’?
Alguém teve a curiosidade mínima de conhecer o que contém o parecer da orientadora e a decisão do departamento para confrontar com o que diz o professor Daniel? Não podem solicita tais pareceres e decisões ao abrigo da CADA e depois fazerem os juízos.
Muito me desilude o Manuel António Pina por quem tenho grande apreço, por opinar tão facilmente e peremptoriamente sem mostrar conhecer minimamente os envolvidos, ou o processo.
Gostaria de conhecer os factos contados pelas outras partes par poder fazer os meus juízos e gostaria que fosse esse o padrão na imprensa e sítios de referência.
Muito mal vai Portugal com estes pretensiosos líderes de opinião.
Público 28.06.2009:
A suma sentença para o blogger Daniel Luís, autor do Dissidências e professor no Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional(DSEAE)da Universidade do Minho (dita agora Universidade do Respeitinho!). Não lhe renovam o contrato! Estes senhores devem continuar sob fogo cerrado. Não podemos baixar os braços. Não, não nos calaremos, pelo legítimo direito à liberdade de expressão.
Caro António,
Não fale sem conhecimento de causa.
Há um ano atrás foram ouvidas todas as partes envolvidas neste processo de censura, e foi porque a UM reconheceu que a censura (leia-se “aconselhamento”) foi escrita e lavrada em acta, que o Manuel António Pina se baseou para escrever a sua fantástica crónica.
Já há um ano e poucos meses, quando me quiseram mandar embora, só a divulgação e a força da comunicação social impediu que o fizessem.
Aquilo que eu disse ao Público foi que tinha capitulo e meio de tese feito e nunca falei em 2 capítulos. Independente da quantidade e qualidade do meu trabalho, o certo é que nunca nenhum colega meu do departamento viu recusado o biénio legal a que tem direito, mesmo aqueles colegas que nem uma linha tinham escrito, o que não é o meu caso, que entreguei material de tese e continuo a trabalhar.
Todos os meus colegas tiveram direito ao biénio (facto que nos fora prometido, dado que no meu departamento apenas nos concedem 2 anos de equiparação a bolseiro). Tive, inclusive recentemente, colegas meus que depois do contrato inicial de 6 anos, e depois de terem finalizado o biénio, pouco ou nada tinham produzido, e mesmo assim, ainda lhes era concedido mais um ano lectivo (a pretexto de serviço docente) para poderem concluir as suas teses de doutoramento. Também alguns desses colegas ao fim dos 6 + 2 + 1 ano (9 anos) entregavam as suas teses incompletas para que o júri as devolvesse para serem finalizadas e assim, terem mais uns 6 a 8 meses para concluirem a tese.
No meu departamento sempre se fez tudo para nunca se perder um docente, até chegar o meu caso. Porque é que tive colegas que sem uma linha entregue no final do biénio, tiveram direitos a todas as progorrações de contratos possiveis e imaginárias, para concluirem os seus doutoramentos, e porque é que eu, mesmo apresentando capitulo e meio de tese e mais material, e tendo, inclusive, um dos projectos de doutoramento mais bem elaborados que já foram aprovados naquele departamento, os doutores me recusaram uma coisa tão simples… o biénio?
Foram os mesmos doutores que há ano e meio me censuraram e obrigaram a fechar os meus blogues, por eu ser critico para os nossos governantes e igreja, (embora eu nunca, mas nunca tivesse feito qualquer texto sobre a minha universidadem colegas ou alunos), mas sim sátira social e politica, nacional e internacional. Denunciei a censura que o os Doutores do Conselho do meu Departamento me fizeram e fui ALVO DE várias ameaças (coisa que está reservada para ser tratada nas instâncias legais própias) e na altura só não me mandaram embora, porque o Senhor Reitor me recebeu e, em conjunto com o presidente da minha Escola, me convenceram a ficar calado, a não “levantar mais ondas”, pois iria ser tratado como se nada tivesse acontecido.
Durante este último ano, muitos colegas do meu departamente nem me falaram, ignoraram-me e tudo fizeram para que eu não me sentisse nem no departamento.
Agora que eu pedi o biénio, apresentanto tranbalho, negam-mo e metem-me no desemprego, situação inédita neste departamento.
Não estou a denunciar isto, para manter o meu emprego no departamento, porque já lá sofri muito, com a destruição de carácter que me Têm tentado fazer.
Realmente, prefiro ser despedido na UM, a continuar a matar-me naquele departamento. Eu que sempre fui um bom professor, e que sempre ajudei os meus colegas que se encontravam em formação, dando-lhes aulas, corrigindo-lhes provas, organizando com muito sucesso congressos e seminÁRIOS… etc. etc..
Vou ficar por aqui, e apenas termino com a seguinte frase:
Os doutores do meu departamento foram muito crueis comigo, e eu apenas exigia ser tratado como qualquer outro colega do meu departamento foi tratado. E não foi isso que se passou… Porquê???? Porque denunciei a censura que ele me fizeram. E se pesquisar bem, caro António, encontrará dezenas de noticias publicadas à ano e meio sobre este caso de censura grave de que fui alvo pela Un. Minho.
Cumprimentos
Daniel Luís
Todos não seremos demais para denunciar esta aberração.
Desenvolvi a minha opinião em:
UNIVERSIDADE DO MINHO: AS DISSIDÊNCIAS DA DEMOCRACIA E O TRIUNFO DO DIÁCONO REMÉDIOS!
Conheça o calvário e os “crimes” do Professor Daniel Luís
http://sol.sapo.pt/blogs/xadrezismo/archive/2009/06/24/UNIVERSIDADE-DO-MINHO_3A00_-AS-DISSID_CA00_NCIAS-DA-DEMOCRACIA-E-O-TRIUNFO-DO-DI_C100_CONO-REM_C900_DIOS_2100_.aspx
Cumprimentos
Eu pretendo é precisamente conhecer a causa!
Porque não publica o Daniel o parecer ou decisão do departamento e nos deixa avaliar a nós, em vez de termos de aceitar toda a sua verdade como imaculada?
Ou pelo menos, democraticamente dar oportunidade às partes para exporem as suas razões.
O parecer poderia ser esclarecedor até para reforçar o apoio ao Daniel.
É para mim muito estranho que, por exemplo, o Público, um jornal de referência, faça uma notícia apenas com base nas afirmações de uma parte, sem cuidar sequer de tentar ouvir as partes citadas. É estranho e muito preocupante que o nosso jornalismo esteja neste estado da arte.
O Daniel vitimiza-se e afirma que outros colegas seus também não fizeram nada e foi-lhe concedido continuar a não fazer nada; mas alguma vez tinha de ser posto fim a isso ou não?
Então nós portugueses, devemos alimentar candidatos a Doutores que passam anos a receber os salários elevados sem nada fazer? o Daniel está a revelar-nos um grande regabofe na utilização de dinheiros públicos.
O Daniel está a confessar-nos que não fez nada durante anos?
Não posso acompanhar o Daniel nesse roubo de dinheiros públicos e desse ponto de vista, gostaria até que o caso do Daniel –a confirmar-se– fosse o primeiro de todos os semelhantes, ou melhor, o último porque não se repetiria.
Outra coisa é alinhar o fim do regabofe à censura que lhe foi feita e isso carece de prova, ou não?
Mas outra coisa, o Reitor não está do seu lado? pareceu-me que disse isso no seu blogue, ele não pode corrigir a decisão? não tem a última palavra?
Eu termino como iniciei, vejo muita unilateralidade, muita verdade absoluta de um só lado, um departamento inteiro de pessoas altamente qualificadas a fazer censura, ninguém parece interessar-se por conhecer e até parece desprezam conhecer a versão da outra parte, e muita facilidade no julgamento.
Sei que a luta pela liberdade é –e ainda bem, muito popular, a censura é desprezível, mas julgamentos sumários não o é menos.
O Daniel tem um desafio: de ajudar-nos a apoiá-lo com convicção, sabendo que da minha parte não apoio a calaceirice.
Publique o(s) Parecer(es) do departamento, seja diferente daqueles que acusa.
Caro António,
Sei que o Público contactou todos os lados envolvidos, mas nenhum responsável esteve disponível para prestar declarações. E quanto a isso não tenho culpa.
A verdade é que não posso expor aqui o parecer do departamento, que nem a mim me foi mostrado, mas apenas comunicado. Mas estou certo de que o meu departamento se encarregará de o divulgar mais dia, menos dia.
Ainda hoje estive com um advogado e pura e simplesmente ele disse-me isto: “Os doutores do seu departamento durante ano e meio ardilaram e planearam este plano a frio, instrumentalizando a sua orientadora para que, de forma legal e limpa, não lhe renovassem o seu contrato, procurando separar e distanciar esta sua não-renovação do contrato, com a censura de que foi alvo há ano e meio, se bem que se nota claramente que o seu caso (de recusa do biénio) é insólito e parece-me que tem claramente a ver com as perseguições e censura de que foi alvo há ano de meio, sem dúvida alguma”
Resumindo: Legalmente pouco há a fazer. Apenas posso avançar com uma ou mais queixas contra a UM por há ano e meio me ter censurado e relacionar esses factos com a decisão de agora não me renovarem o contrato, pois o parecer da orientadora é dos elementos que mais conta para a tribuição do biénio. E ainda hoje, o meu advogado me chamou de ingénuo, por eu, há ano e meio quando pedi mudança de orientadora ao meu Director de Departamento, não o ter feito por escrito. Claro que este meu pedido me foi recusado.
E julgamentos sumários não sou eu que os faço, mas sim os Doutores do meu Departamento que há ano e meio, em Conselho de Departamento deliberaram em acta que eu deveria fechar os meus blogues de escritas criativa.
E o facto de um docente demorar 6, 8 ou mais anos a concluir um doutoramento não quer dizer necessariamente que esteja parado, sem nada fazer, porque a vida académica é muito exigente, desde preparar e leccionar aulas, orientar teses, organizar e participar em congressos, seminários e outras reuniões científicas… Investigar e escrever artigos cientificos, livros, colaborar com instituições governamentais, da sociedade civil e outras. Por norma, um docente do ensino superior raramente tem mais de uma ou duas semanas de férias por ano. Para muitos docentes do ensino superior, muitos fins-de-semana, noites e férias são roubadas à familia, para trabalhar em projectos, preparar aulas, escrever artigos, investigar. E quem está em formação (a fazer doutoramento) acresce a isto tudo, ter ainda que arranjar tempos para pesquisar e recolher bibliografia para a o trabalho de doutoramento, percorrendo inúmeras bibliotecas do país e estrangeiro, procurando livros, fazendo entrevistas, investigação-acção, recolhendo e tratando dados, etc., etc., e mais uma interminável lista de tarefas sem fim, para poder concluir o doutoramento.
No meu departamento, temos tido direito a dispensa de aulas durante dois anos para adiantarmos as teses e é isso que fazemos e foi isso que eu fiz também.
E estou a falar de teses de doutoramento clássicas, com centenas e centenas de páginas, com quadros teóricos inovadores e importantes contributos inovadores no campo científico.
Claro que a duração de realização das teses também varia em função da área cientifica da tese e até da própria problemática em estudo.
Quanto so Reitor, apenas informo que solicitei uma audiência com o Senhor Reitor e que estou à espera que ele me receba para discutirmos esta recusa insólita, da parte do meu departamento, em me conceder o biénio, para conclusão da minha tese de doutoramento. As evidências são mais do que muitas de que estou a ser vítima do que se passou há ano e meio. Todos os professores e advogador me dizem isso. Só um cego não vê isso!
Não sou contra que colegas meus tenham levado 8 ou mais anos a concluirem as suas teses de doutoramento, pois ao longo deste tempo também trabalharam muito… prepararam aulas, congressos, desenvolveram projectos, colaboraram com a comunidade, escreverem artigos cientificos, etc, etc,… Um sem fim de actividades.
A vida de professor e investigador universitário é, por noema, uma vida muito solitária e que nos ocupa muito mais do que as simples 8 horas diárias de trabalho de um qualquer funcionário público.
Apenas lamento que venha para aqui falar sobre coisas que desconhece, mas espero tê-lo elucidado um pouco mais sobre o que é ser-se professor universitario.
E ninguém despreza a versão da “outra parte” porque a outra parte é que se tem mantido em silêncio porque quer.
Há ano e meio Os meus colegas Doutores do Departamento enviaram imensos mails internos para toda a academia onde faziam acusações gravíssimas e infundadas contra mim e eu nada disse nem respondi nem desmenti porque precisava do emprego. Fui um covarde. Era há ano e meio que deveria ter agido com todas as minhas forças e energia para lutar contra a censura de que fui vítima, e do julgamento sumário que os Doutores do meu Departamento de fizeram, obrigando-me a encerrar os blogues.
Mas, pelo menos para sua satisfação, caro António, agora sou mais um desempregado… Porque me fizeram um, julhgamento sumário e decidiram, pela primeira vez na história no meu Departamento (e do Instituto) que eu não tinha direito ao biénio, apesar de ter apresentado trabalho. Eu não julgo ninguém porque não tenho poder. Os poderosos doutores do meu departamento é que julgaram e me despediram!!!
Cumprimentos
Daniel Luís
(ao menos posso saber com que estou a falar, ou prefere fazer comentários a coberto do anonimato?)
[...] Hoje, dia 15 de Julho, saiu a seguinte noticia no Diário "i":http://www.ionline.pt/conteudo/13327-professor-blogger-acusa-universidade-censuraSobre a noticia publicada no jornal i, publico o seguinte COMUNICADO:Esta noticia merecia 1 tratamento mais aprofundado,tendo omitido muitas questões pertinentes que envolvem todo este bizarro caso de recusa de renovação de contrato (biénio) a um assistente, para que possa concluir o seu doutoramento.Tive colegas de departamento, que sem uma linha da tese entregue ao orientador tiveram direito ao biénio.Tive também colegas que sem uma linha apresentada no final do biénio, viram renovados os seus contratos.Tive colegas que depois do biénio e do ano extra, entregaram as suas teses incompletas, para serem devolvidas para trás, para assim ganharem mais 6 meses para as concluírem. Eu entreguei capitulo e meio e mais materiais produzidos em condições de trabalho muito difíceis, principalmente desde o episódio de censura do ano passado e negam-me o biénio. Caso inédito no departamento! Remeto para dos alguns links sobre algumas noticias/opiniões que saíram a este respeito, e que mostram bem o clima que se vive na Universidade do Respeitinho: http://blogmanchas.blogspot.com/2008/03/contaminao.html http://sorumbatico.blogspot.com/2008/02/censura.htmlhttp://www.meiahora.pt/docs/185/mh158-lisboa.pdf http://unibomber.wordpress.com/2008/03/01/e-a-universidade-estupidohttp://universidadealternativa.blogspot.com/2009/07/professor-viu-recusado-renovacao-do.htmlhttp://universidadealternativa.blogspot.com/2009/06/lembram-se-de-um-caso-envolvendo-um.htmlhttp://liberdadeuminho.blogspot.com/2009/06/de-novo-o-caso-daniel-luis-que-nunca.htmlhttp://pralemdazurem.blogspot.com/2009/06/daniel-luis.htmlAconselho ainda a leitura dos seguintes posts:http://gui-tattoo.blogspot.com/2009/06/daniel-luis-censurado.htmlhttp://arealidadesegundojoaooliveira.blogspot.com/2009/07/dissidencias-em-tempos-de-censura.htmlhttp://www.salteadoresdaarca.com/2009/06/liberdade-de-expressao-em-portugal-dissidenciashttp://apdeites2.cedilha.net/?p=1366http://manufactura-manufacturas.blogspot.com/2009/07/docente-acusa-universidade-do-minho-de.htmlhttp://silenciosulfurico.blogspot.com/2009/07/daniel-luis-dissidencias-e-uma-aguia.htmlhttp://casosdepolicia.wordpress.com/2009/06/24/respeitinhocracia/http://sol.sapo.pt/blogs/xadrezismo/archive/2009/06/24/UNIVERSIDADE-DO-MINHO_3A00_-AS-DISSID_CA00_NCIAS-DA-DEMOCRACIA-E-O-TRIUNFO-DO-DI_C100_CONO-REM_C900_DIOS_2100_.aspxhttp://blogmanchas.blogspot.com/2008/03/contaminao.htmlhttp://sol.sapo.pt/blogs/void2/archive/2009/06/24/O-Sl_EA00_ncio-_2E002E002E00_-Imposto_2100_.aspx?CommentPosted=true#commentmessage http://www.kongas.pt.to/Lamento que o jornal i tenha omitido praticamente 99% da entrevista que me realizou, ao dar a noticia sobre o meu caso de uma forma o mais politicamente correcta para a Universidade do Minho.O Diário i apenas apresenta, de forma muito superficial, o caso que me envolve, não tendo tido a preocupação de apresentar uma noticia mais profunda e informada. Ficou-se pela rama. Penso que o jornal i decidiu não dar grande importância aos argumentos das partes em conflito (os representantes da Universidade do Minho versus "eu próprio"). A informação e o jornalismo ficam a perder com esta noticia superficial, que não tem a verdadeira preocupação de ir ao fundo das variáveis e quetões que estão em jogo realmente. Lamento que um Diário que eu até agora considerava de referência, tenha dado a noticia apenas pela "rama", contribuindo assim para a desinformação dos seus leitores.Apenas espero que o jornal i, reconheça este seu erro, e que tenha a ombriedade de em futuras reportagens sobre este bizarro caso, ir mais ao fundo das questões, que envolvem fundamentalmente o profundo desrespeito pela liberdade de expressão de um docente universitário, que se vê assim prejudicado na sua carreira, porque os doutores do seu departamento o ameaçaram, perseguiram, censuraram e conseguiram finalmente com que não lhe renovassem o contrato (biénio), para poder concluir o seu doutoramento. Infelizmente, as piores previsões dos "opinion makers" que há um ano e meio atrás escreveram sobre a censura de que fui cobardemente alvo, tornaram-se reais, e a Universidade do Minho não me renovou o contrato, à primeira oportunidade que tiveram, e recusaram-me o biénio.Daniel Luís (Artigo em actualização) [...]
Tem vergonha pá. Ao fim de 6 anos só tens 1 capítulo e meio?
Eu sei de pessoas que ao fim de 2 têm o doutoramento concluído e de pessoas que mesmo trabalhando no privado fazem-no em 4 anos.
Tem vergonha. Andaste a passear durante 6 anos, pensavas que tinha isso no papo e que ias ficando… mas a crise atacou e é preciso cortar nos medíocres e tu estavas nesse saco.
Azar. Agora acorda para a vida e faz como eu: trabalha. Eu trabalho no privado, os meus contratos são renovados.
Faz-te à vida e deixa de ser calaceiro.
Maravilhoso.
Os portugueses são mesmo um povo amistoso…
Não se conhecem de lado nenhum, estão a fazer comentários agressivos e desrespeitadores, e saem-se com um ternurento “pá”, como velhos amigos da tropa.
O Sr. Pedro Leite, apesar de ser uma máquina de trabalho, um homem de cuja eficácia e esforço o país se alimenta na sua marcha gloriosa para o progresso, não sabe ser educado, não aprendeu a fazer juízos informados e sem preconceitos (Daniel, pá, nunca te vi mas é claro, pá, que és um calaceiro medíocre), e tem um segundo tique ternurento: uma necessidade óbvia de rebaixar os outros para se exaltar a si mesmo (sem sequer tentar ser subtil).
Os seus contratos são-lhe renovados (e desculpe não o tratar por “pá”) concerteza pela quantidade e qualidade do seu trabalho, mas os seus superiores nunca deram conta do ressabiado grosseiro e idiota que, assim o parece indicar o teor da sua mensagem, há uma enorme probabilidade que o meu caro senhor seja (desculpe não ser mais peremptório nos insultos mas, lá está, não o conheço de lado nenhum).
Não lhe digo para fazer como eu, porque não me acho, e de facto não sou, exemplo para ninguém.
É enternecedor ver alguém com tão grande auto-estima num país conhecido pelo seu pessimismo: obrigado, meu caro Pedro (posso tratá-lo por Pedro, já que sinto uma tão grande afinidade consigo?), por ser um grande homem (atrever-me-ia a dizer “enorme”) e por pôr estes badamecos, esta malandragem, na ordem.
Um grande bem-haja.
(Perdoe-me o sarcasmo, mas pessoas como o senhor entristecem-me profundamente: sou de certeza um espécime tão ridículo e inútil como o meu caro senhor, mas creio que por razões diversas das, e menos deprimentes do que as, suas).
Caro Daniel Luís,
Foi divulgado na comunidade científica de que faz parte o parecer do departamento que você contesta.
segue abaixo para quem o quiser consultar e opinar.
O que ele diz é que está a fazer o doutoramento desde 2004 e que só em 2007 entregou o projecto de doutoramento, aí já evidenciando pouca ‘produção’.
Que teve dois anos para fazer o doutoramento e nesses dois anos nada fez. O capítulo que entregou está incompleto e foi feito antes de entrar em trabalho exclusivo no seu doutoramento. Que as folhas que entregou posteriormente são extractos do que já tinha entregue, logo nada acrescentou.
Que não seguiu os conselhos da orientadora, fazendo os mínimos para que lhe pudesse dar o parecer favorável e que lhe foram transmitidos em dois momentos distintos, Novembro de 2008 e Maio de 2009, de resto nada fez, nada entregou de novo.
Devem ter reparado que o Daniel afirmou que o parecer estava muito bem urdido segundo o seu advogado, mostrando conhecê-lo e mesmo ter acesso ao mesmo (através do seu advogado) mas nunca o divulgou ou contestou o seu conteúdo. Preferiu sempre justificar o seu despedimento com a perseguição de um departamento inteiro, agora também da totalidade do Conselho Científico, não lhes pareceu exagerado? a mim sim, pois não é crível que em tal departamento não existisse uma alma de esquerda, uma alma amante da liberdade de expressão, alguém que divergisse um pouco, alguém que mais não seja por compaixão se opusesse a um despedimento de um pai de família.
E queria que a orientadora afirmasse que o doutoramento estava em avançado de desenvolvimento, continuando a enganar-nos, sim a nós, contribuintes que pagamos impostos para que o país se fortaleça, se desenvolva, através entre outros modos, pelo aumento de conhecimento científico, pela qualificação dos docentes universitários e por conseguinte com impacto nos alunos, futuros quadros de empresas e dirigentes do país?
Em que realidade anda? O país com milhares de desempregados, honestos e com valor no desemprego e a alimentar a calaceirice, o embuste.
Só posso congratular-me por haver quem teve a coragem de por fim a este regabofe que o Daniel Luís diz ser prática na Universidade. Que universidade esta que os portugueses pagam, e que desejo continue a expulsar aqueles que se aproveitam dela para se governarem.
Bem hajam, talvez o país esteja a mudar.
Segue o parecer.
”
Parecer
Face ao pedido de prorrogação do prazo por um biénio do contrato do Mestre Daniel Fernando Martinho Luís, do Departamento de Sociologia da Educação e Administração
Educacional do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, o Conselho de Departamento de SEAE, na sua reunião de 17 de Junho de 2009, analisou todos os documentos disponibilizados pelo Docente ao Director do Departamento, em 12 de Junho de 2009, assim como o Parecer da Orientadora Científica, Maria de Fátima Magalhães Antunes Gonçalves Teixeira, com a data de 15 do mesmo mês.
Da análise da documentação e do Parecer atrás referidos, assim como da intervenção dos membros do Conselho de Departamento em 17/06/2009, com especial relevo para os
esclarecimentos da Orientadora Científica, há a destacar:
1. Nenhum capítulo da tese de doutoramento foi aprovado pela Orientadora Maria de Fátima Antunes até este momento, embora o Mestre Daniel Luís tivesse disponibilizado ao Director do Departamento de SEAE, no dia 12 de Junho de 2009, um dossiê donde constavam, para além do requerimento, um relatório de actividades, um índice, o primeiro capítulo com 40 páginas e o segundo capítulo com 12 páginas.
Acompanhavam estes documentos algumas sinopses de leituras entretanto efectuadas pelo investigador.
2. O Relatório entregue ao Director do Departamento pelo docente Daniel Luís confirma que o projecto de doutoramento foi aprovado em Fevereiro de 2007; contudo, a preparação deste mesmo projecto iniciou-se em Março de 2004, tendo sido definido, na altura, entre o Candidato e a Responsável pela sua formação (Doutora Fátima Antunes), um calendário de actividades tendo em vista a apresentação, em 2005, do
projecto de doutoramento.
3. Com efeito, o calendário então definido previa a entrega, em Junho de 2005, do projecto de doutoramento e, em Janeiro de 2006, do pedido de equiparação a bolseiro (com um capítulo previamente aprovado pela Orientadora da tese).
4. Como até Junho de 2005 o trabalho previsto no referido calendário não havia sido desenvolvido, foi definido então um segundo calendário de preparação do projecto de
doutoramento.
5. Em Junho de 2006, o Conselho de Departamento de SEAE foi informado pela Doutora Fátima Antunes que o projecto de doutoramento do Mestre Daniel Luís não podia ser apresentado, pela simples razão de que o mesmo não havia sido elaborado.
6. Em Setembro de 2006, foi entregue a primeira versão do projecto, tendo sido definido, nessa altura, um conjunto de propostas e um calendário de desenvolvimento das tarefas, prevendo-se a entrega da segunda versão do projecto à Orientadora, em 11 de Outubro, o que não veio a verificar-se.
Ficou desta forma inviabilizada a apresentação do projecto de doutoramento do Mestre Daniel Luís para aprovação pelo Conselho de Departamento na sua reunião de 25 de Outubro de 2006.
7. Ora, se é verdade que o projecto de doutoramento foi aprovado apenas em 2007, tal facto deveu-se única e exclusivamente à inacção do Docente Daniel Luís, dado que, como se disse já, a sua aprovação estava prevista para 2005. Pelas mesmas razões, o atraso verificado quanto ao pedido de equiparação a bolseiro (em Fevereiro de 2007) não pode ser imputado ao Departamento, mas apenas ao Mestre Daniel Luís.
8. Em Novembro de 2008 e em Março de 2009 houve novas diligências da Orientadora no sentido do Mestre Daniel Luís refazer o seu calendário de actividades, tendo em vista,
designadamente: terminar o primeiro capítulo, possibilitando a sua aprovação; ampliar o segundo capítulo; iniciar a pesquisa empírica e elaborar os instrumentos de recolha
de dados. Foi ainda clarificado pela Doutora Fátima Antunes que, caso estas tarefas não fossem desenvolvidas, não seria possível emitir um parecer positivo sobre o avanço do
seu trabalho de doutoramento, tendo em vista a prorrogação por um biénio do seu contrato.
9. Pela análise do dossiê entregue, em 12/6/2009, pelo Mestre Daniel Luís ao Director de Departamento para justificar a prorrogação do seu contrato de assistente, verifica-se
que este integra os dois primeiros capítulos incompletos numa versão que:
(i) no caso do primeiro capítulo, com 40 páginas, coincide com o documento que em Julho e novamente em Setembro de 2007 foi discutido com a Orientadora, tendo sido referido
então que necessitava de ser melhorado antes da sua aprovação; (ii) quanto ao texto com 12 páginas apresentado como segundo capítulo, ele está já contido na íntegra no
texto de fundamentação do seu projecto de doutoramento, aprovado em Fevereiro de 2007. Isto significa que, a partir de Outubro de 2007, quase nada foi produzido, limitando-se agora o Mestre Daniel Luís a organizar um dossiê, constituído por documentos que, insiste-se, constavam já, em grande medida, do seu projecto inicial ou cuja elaboração é anterior a esta última data.
10. Também a Orientadora confirmou na reunião do Conselho de Departamento que nenhuma actividade prevista se concretizou desde Outubro de 2007 até 17/6/2009, não lhe tendo sido facultado pelo Mestre Daniel Luís qualquer elemento para ser
analisado desde o mesmo mês de 2007; concluiu ainda a Orientadora que não é correcto afirmar, como se lê no Relatório de Actividades do Docente (Outubro 2007- Maio 2009), que se registou “algum atraso”, dado que o que realmente se verificou foi uma paralisação entre Outubro de 2007 e Junho de 2009, no que respeita às actividades relativas ao projecto de investigação conducente à elaboração da tese de doutoramento.
11. Ainda de acordo com o Parecer da Orientadora Científica, não foram concretizadas as diligências necessárias à realização de reuniões de discussão ou supervisão das
actividades efectuadas ou a efectuar que testemunhassem a prossecução dos trabalhos previstos.
12. Segundo o mesmo Parecer, a tese não se encontra em fase adiantada de realização, tal como prevê o nº 2 do art. 26º do ECDU para justificar a concessão da prorrogação ora
requerida.
13. Finalmente, a Orientadora Científica conclui que, tendo em conta o estabelecido no mesmo número do art. 26º do ECDU, não estão reunidas as condições para a prorrogação por um biénio do contrato do Docente.
Face a estes factos, o Conselho de Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional emitiu, por unanimidade, parecer negativo à prorrogação do prazo do contrato do Daniel Fernando Martinho Luís por um período de dois anos.”
Caro Manuel João,
Pergunte ao Director do meu ex-Departamento (actuais e passados) porque é que só entreguei o Projecto de Doutoramento em 2007. Pergunte-lhes porque é que eu dava 19 horas de aulas por semana, por forma a ajudar os meus colegas para que eles tivessem condições para trabalhar nos seus doutoramentos… porque o importante era o espírito do Departamento enquanto um Todo e não cada um individualmente. Mudar este paradigma, as regras a meio do jogo demonstra bem a falta de ética que se apoderou dos responsáveis hierárquicos do meu departamento, do meu instituto e da minha Universidade.
E para sua informação, fui o melhor aluno do meu curso, na Universidade de Coimbra, fiz uma brilhante tese de Mestrado na Universidade do Minho, e a partir do momento em que começo a aparecer nos jornais e rádios nacionais e regionais, como participante em iniciativas culturais (algumas delas promovidas mesmo pelo Ministério da Cultura), é que os catedráticos e associados do meu departamento começaram a ter pruridos para comigo. Coincidências???
Infelizmente, na Universidade do Minho é mais grave um professor expressar-se criticamente contra o “regime” do que ir para a cama com as orientandas… É a ética universitária que temos na Universidade do Minho com o Reitor Guimarães Rodrigues e os seus capangas! Felizmente que este reitor já abandonou a cargo. E o Guimarães Rodrigues não tem carácter nem ética, assim como alguns professores do meu departamento, que instrumentalizaram os órgãos da universidade do Minho, para me expulsarem!
Não fale do que não sabe!
Para que conste. O Manuel João que assina o comentário acima não sou eu.
Manuel João Ramos